Marcelo Lara Negócios Imobiliários

Fundos imobiliários ganham novo fôlego. Veja dicas para investir

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A recuperação do mercado de imóveis vai aquecer os fundos imobiliários, que já vinham em alta com a queda da Selic. Aprenda a investir sem erro.

São Paulo – Há dois anos, os fundos imobiliários estão em alta. A queda da taxa básica de juros motivou investidores a ousar mais para encontrar maiores retornos. Agora, o otimismo com esse investimento ganha um novo fôlego: a expectativa de recuperação do mercado de imóveis.

Em 2017, o número de cotistas de fundos imobiliários cresceu 39%, segundo a B3. Só entre dezembro e janeiro deste ano, a quantidade de investidores aumentou 8% e bateu seu recorde histórico, de 125,7 mil cotistas. Os investidores foram atraídos pelo desempenho dos fundos imobiliários, que valorizaram 18% nos últimos 12 meses, em média.

Os fundos imobiliários são recomendados como uma alternativa para diversificar a carteira de investimentos. Eles são investimentos de renda variável, mas, diferente das ações, aplicam em imóveis em vez de empresas. O investidor compra cotas que têm participação em lojas de shoppings ou escritórios de um prédio, por exemplo.

Assim como um imóvel próprio alugado, as cotas garantem uma remuneração mensal ao investidor. Porém, o retorno dos fundos pode ser maior, pois o gestor pode diversificar os investimentos e tem acesso a grandes empreendimentos.

Outra vantagem dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Porém, a venda das cotas com lucro é taxada em 20%. Além disso, esses fundos podem cobrar taxas de administração, gestão e performance.

Segundo analistas, os fundos imobiliários já atingiram seus recordes de retorno, pois o mercado aqueceu com a busca por investimentos que pagassem acima da taxa básica de juros, a Selic. A taxa sofreu onze cortes seguidos e atualmente está em 6,75% ao ano, seu menor patamar histórico.

Com o aumento da demanda por imóveis, os preços das cotas dos fundos tendem a subir e a rentabilidade tende a se estabilizar. No entanto, o investimento ainda tem boas perspectivas para os próximos anos, com o aumento de aluguel de espaços em escritórios, shoppings e galpões logísticos.

“A recuperação do mercado imobiliário está recém começando. A taxa de desocupação dos escritórios corporativos ainda é alta, de 25%, e tem muito para melhorar”, explica Arthur Vieira, especialista em fundos imobiliários e professor da Fecap.

Os fundos imobiliários são uma alternativa para quem quer dar o primeiro passo na renda variável. Eles são mais arriscados que a renda fixa e, consequentemente, podem oferecer retorno maior, mas não são tão voláteis quanto as ações.

Porém, esses fundos servem apenas para diversificar investimentos ou para quem precisa de uma renda mensal, como explica Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos. Para diversificar a carteira, outros investimentos também podem ser atrativos neste momento, como os fundos multimercados (entenda mais sobre essa aplicação).

Ao aplicar em fundos imobiliários, o ideal é o que investidor já tenha uma reserva financeira de segurança na renda fixa, que possa resgatar a qualquer momento. Os fundos imobiliários são investimentos de médio prazo, ou seja, o investidor deve manter o dinheiro aplicado por, no mínimo, dois anos, para conseguir retornos atrativos.

Na hora de escolher o fundo imobiliário, os especialistas aconselham olhar para outros fatores mais importantes que a rentabilidade passada. A seguir, veja dicas para investir:

1) Prefira fundos de escritórios, shoppings ou galpões
Analisar o perfil dos imóveis onde o gestor investe é fundamental para escolher o fundo. “Os novatos olham primeiro para o rendimento, mas quanto maior o retorno, mais arriscado o fundo é. Não se deve começar por aí”, ensina Vieira.

É mais seguro investir nos setores imobiliários que devem aquecer primeiro. A melhora do cenário deve começar por shoppings, que devem esquentar com a retomada do consumo, e por escritórios e galpões logísticos, pela demanda das empresas.

Os retornos mais baixos devem vir de fundos que investem em papéis de renda fixa ligados ao setor imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), por causa da queda da taxa básica de juros. No entanto, eles são interessantes para diversificar a carteira do investidor.

Se o fundo investe em CRIs, é preciso se informar sobre o histórico do emissor e o seu risco de crédito. Os CRIs são emitidos diretamente pelas empresas e o risco de investir nesses papéis é maior, já que eles não são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até 250 mil reais ao investidor se o banco quebrar. Entenda mais sobre o risco dos CRIs.

2) Busque carteiras diversificadas
Quando mais diversificado o fundo, melhor. O investidor deve fugir dos fundos monoativos, que investem em apenas um imóvel, como recomenda Sérgio Belleza, especialista em fundos imobiliários.

3) Investigue a localização e a qualidade dos imóveis
A localização e a qualidade do imóvel são as responsáveis por fazer o investimento dar lucro no futuro. Atualmente, é melhor priorizar prédios comerciais em São Paulo e fugir do Rio de Janeiro, onde fundos deram prejuízo durante a crise enfrentada no estado.

Cidades como Joinville, Campinas e Jundiaí têm galpões logísticos de qualidade, enquanto Belo Horizonte e Salvador têm imóveis industriais feitos sob medida que se destacam, como recomenda Belleza.

Em relação à qualidade do imóvel, o planejador financeiro Maxiliano Marques Rodrigues, certificado pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), aconselha se informar sobre a taxa de desocupação e a inadimplência. Quanto maior o número de locatários, melhor.

Custo do condomínio alto também afeta o retorno do fundo. Além disso, aqueles que prometem uma renda garantida no início do contrato podem ser perigosos.

“O maior erro é avaliar os fundos somente pelo rendimento e não olhar as perspectivas dos imóveis que compõem a carteira. É isso que vai permitir que renda cresça”, orienta Rodrigues.

4) Analise o patrimônio e o gestor do fundo
É recomendável investir em fundos imobiliários de gestores com história no mercado, que tenha oferecido taxas de retorno consistentes nos últimos anos. O tamanho do patrimônio líquido do fundo também é importante.

Os fundos mais buscados
A pedido do site EXAME, o buscador de investimentos Yubb levantou os dez fundos imobiliários mais procurados por investidores em 2018. A pesquisa considera a rentabilidade até o dia 19 de fevereiro.

Vale observar que o valor da cota era o valor mínimo para investir no fundo no dia 19 de fevereiro. A rentabilidade considerou a variação da cota mais a renda do aluguel. A seguir, os fundos estão organizados por ordem decrescente de buscas.

Código Nome do fundo Setor imobiliário Valor da cota Rendimento da cota e do aluguel em 2018
MBRF11 Mercantil do Brasil Agências bancárias R$ 1.078 14,59%
BCFF11 BC Fundo de Fundos Imobiliários Fundo de fundos R$ 85 9,59%
AEFI11 Aesapar Educação R$ 165 6,20%
TBOF11 TB Office Lajes comerciais R$ 82 7,69%
KNRE11 Kinea II Real Estate Equity Recebíveis imobiliários R$ 10 5,73%
THRA11 BM Cyrela Thera Corporate Lajes comerciais R$ 112 4,98%
SHPH11 Shopping Pátio Higienópolis Shopping R$ 1.000 3,83%
HGLG11 CSHG Logística Logística R$ 1.319 3,11%
MAXR11 Max Retail Shopping R$ 2.067 11,66%
HGJH11 CSHG JHSF Prime Offices Lajes comerciais R$ 1.497 5,79%

Fonte: Exame

Tabela de taxa de juros da Caixa. Imóveis Comerciais.

 

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A partir de 25 de setembro de 2017, a Caixa Econômica impôs novas regras para o financiamento imobiliário. Veja abaixo o resumo das alterações efetuadas pelo agente financeiro:RESIMOB-RESUMO-IMOBILIÁRIO-LUIZ-PAULO-JUNIOR-CAIXA-SETEMBRO-2017Condições gerais de imóveis comerciais

  • Comprometimento de renda: entre 30% e 35%.
  • Sistema de amortização: na modalidade Parcelas Atualizáveis é o SAC (Sistema de Amortização Constante).
  • Sem uso do FGTS
  • As taxas poderão variar de acordo com o relacionamento do cliente ou alteração por parte da instituição sem aviso prévio.

Fonte: Resumo Imobiliário

Caixa pode leiloar imóvel que deixou de ter parcelas pagas

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Os compradores deixaram de pagar as parcelas de compra do imóvel, adquirido através de financiamento firmado com a CEF em 2013. Em 2015, eles foram notificados pelo Registro de Imóveis de Urussanga (SC) de que teriam 15 dias para quitar as parcelas vencidas e, caso a dívida persistisse, o imóvel teria a propriedade consolidada em nome da Caixa. A dívida persistiu e o banco colocou a casa para leilão.

Os donos do imóvel ajuizaram ação pedindo a suspensão do leilão e o cancelamento da consolidação da propriedade, alegando que o imóvel é um bem de família, sendo impossível de ser penhorado.

A Justiça Federal de Criciúma considerou o pedido improcedente, com o entendimento de que os compradores deixaram de tomar providências para saldar o débito, mesmo cientes que essa conduta levaria à perda do imóvel.

Os compradores apelaram ao tribunal, mas a 4ª Turma do TRF4 decidiu, por unanimidade, negar o apelo. A relatora do caso, desembargadora federal Vivian Josete Pantaleão Caminha, sustentou que o imóvel foi oferecido pelos compradores como garantia de dívida, não podendo usufruir da proteção conferida aos bens de família.

“Deixou a parte autora de adotar qualquer medida que impedisse ou retardasse os efeitos da mora, a tempo de evitar a perda do bem e a consolidação da propriedade do imóvel. E, diante do longo período de inadimplência, é mais do que natural, legítimo e previsível que o credor recorra aos meios legais disponíveis para a satisfação de seu crédito, como de fato ocorreu”, concluiu a magistrada.

Fonte: Resumo Imobiliário

Imóvel em leilão é alternativa para comprar a casa própria por valor abaixo do preço de mercado, mas é preciso ter atenção redobrada para não cair em ciladas

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Em tempos de crise política e econômica, muitas pessoas buscam maneiras mais em conta para adquirir bens. Entre as opções acessíveis estão os leilões, uma janela aos valores abaixo do mercado. Mas adquirir imóveis com alguma facilidade não é para amadores. Na opinião de Gilberto Benevides e Wang Chi Hsin, autores do livro Investir em imóveis: entenda os segredos práticos deste mercado, fazer do leilão um bom investimento demanda ter acompanhamento jurídico especializado ou ser um profissional da área imobiliária. Benevides e Chi Hsin lembram que, embora traga a oportunidade de adquirir imóveis abaixo do valor do mercado, há grandes chances de leigos entrarem em uma fria.

Uma das situações difíceis de solucionar e que também é das mais comuns no mercado imobiliário é arrematar uma casa ou apartamento com ocupantes. Muitas pessoas se mantêm resguardadas por receio em relação à desocupação, processo que pode levar anos. “Há o problema do ocupante, que pode entrar na Justiça e criar dificuldades, atrasar a posse do comprador. Se o inquilino quer atrapalhar, ele atrapalha”, alerta a presidente do Conselho Empresarial da Mulher da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Flávia Vieira.

Por isso, especialistas – de imóveis e da saúde – fazem a mesma recomendação: prevenir é melhor do que remediar. No caso de empreendimentos, prevenir é checar com muita atenção o edital do leilão, no qual devem constar informações como: se o imóvel está ocupado, se há ações judiciais, as condições de venda, quem vai pagar e qual será o valor da comissão do leiloeiro, impostos e taxas, estado de conservação do imóvel e preço mínimo.

A boa notícia é que a lei está ao lado do comprador e prevê todo o auxílio necessário para deixar o bem habitável. O primeiro passo, antes de requerer a desocupação legalmente, é tentar resolver de forma amigável, obtendo as informações do ocupante, para que o adquirente possa entrar em contato e chegar a um meio-termo ou, até mesmo, instruir eventual processo legal adiante.

Diálogo e informação
Flávia Vieira lembra que o importante é ser flexível e lembrar que ambas as partes preferem evitar o envolvimento judicial. Dessa maneira, negociar um prazo para que a pessoa consiga se organizar para desabitar o local é fundamental para que a desocupação seja amistosa e rápida, evitando a necessidade do envolvimento da Justiça e da espera.

Caso as partes não entrem em comum acordo, existem medidas que funcionam de maneira diferente para leilões judiciais e extrajudiciais. Há dois casos nessa categoria: quando o imóvel é de alienação fiduciária – modelo de garantia de propriedades que se baseia na transferência de bens como pagamento de uma dívida, a partir de um acordo firmado entre o credor e o devedor – e quando não é.

Na primeira situação, se a desocupação amistosa não for possível, o artigo 30 da Lei 9.514/97 prevê que a saída poderá ocorrer por meio de liminar, no prazo de 60 dias. Sendo assim, é preciso que o adquirente solicite a expedição da liminar para determinar a desocupação.

Quando o bem não for originado de alienação fiduciária, o arrematante deve procurar um advogado e ingressar com uma ação de imissão de posse.

Pontos legais
Além das questões judiciais pós-compra, existem pontos legais que devem ser levados em consideração antes da aquisição de imóvel em leilão. Como nem sempre é possível conhecer a propriedade para saber as condições em que ela se encontra, o recomendável é que o possível comprador faça visita à região em que o empreendimento está construído para verificar o entorno e conversar com moradores do bairro sobre o valor médio dos imóveis e a característica dos ocupantes. “Nos editais isso é publicado, mas é preciso se certificar se o imóvel está bacana. Estando ocupado, há riscos de estar em péssimo estado”, sugere Flávia Vieira.

Fonte: Resumo Imobiliário

O que não se deve economizar na hora da reforma

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Não economizar na hora da reforma evita dores de cabeça no futuro. Saiba mais
Chega um momento em que queremos reformar nossa casa, não é mesmo? Seja por necessidade ou apenas por desejar uma mudança. Esse é um momento que tudo deve ser feito com bastante cuidado, para que a reforma não saia com má qualidade. Por isso é importante saber que existem algumas partes da reforma que não devem ser economizadas.

Arquiteto

Jamais pense em economizar com um arquiteto. Sabemos que os melhores não cobram barato, mas esse é um tipo de serviço que não se pode arriscar. Sempre opte por um profissional confiável. Escolhendo um bom arquiteto você vai acabar economizando naquilo que realmente precisa, pois será ele que vai lhe ajudar no passo a passo da obra do seu imóvel, além de ajudar a encontrar vantagens em um bom projeto.

Os profissionais da obra

Do mesmo jeito que não é legal economizar no arquiteto, também não é bom economizar com o restante dos profissionais, como pedreiro, eletricista, encanador, empreiteiro e todos os outros que fazem parte da reforma. Contratando bons profissionais a obra sairá do jeito que você quer, sem dores de cabeça no futuro.

Os materiais de construção

Jamais economize com um item tão importante como esse. Não compre materiais de má qualidade, pois isso evitará problemas no futuro. Fora que o tempo da reforma vai durar bem menos se utilizar materiais de boa qualidade.

Hidráulica

A parte hidráulica de uma casa é uma das partes mais importantes de uma obra. Imagine passar apuros por causa de um encanamento ruim? Não seria nada bom, não é mesmo? Por isso além de procurar o melhor material hidráulico, procure também os melhores profissionais para fazer o serviço.

Iluminação

Quando pensar em fazer toda a parte de iluminação de sua casa, não pense em economizar. Ao comprar lâmpadas de LED, você pode pagar mais caro no ato da compra, mas depois você vai sentir a diferença, já que elas são muito mais econômicas do que as lâmpadas comuns.

Fonte: Imóvel Web

Vendas de imóveis residenciais novos sobe em novembro de 2017 na cidade de São Paulo

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A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou que em novembro de 2017 foram comercializadas 3.869 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado representa um crescimento de 95,3% em relação às 1.981 unidades vendidas no mês de outubro, e de 124,4% frente às 1.724 unidades comercializadas em novembro de 2016.

De janeiro a novembro de 2017, as vendas totalizaram 18.660 unidades, um aumento de 32,8% em comparação com o mesmo período de 2016, quando foram comercializadas 14.048 unidades.

Este foi o melhor resultado nas vendas de imóveis novos registrado desde junho de 2013, quando se iniciou a pior crise econômica do País. “Isso se deve, em parte, à melhora dos índices macroeconômicos; mas o crescimento de 95,3% das vendas em relação ao mês de outubro também pode ser atribuído à significativa elevação na quantidade de unidades lançadas em novembro”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou um total de 6.260 unidades residenciais lançadas no mês, volume 177,4% superior a outubro (2.257 unidades) e 79,8% acima do resultado de novembro de 2016 (3.482 unidades). No acumulado de onze meses, foram lançadas 19.984 unidades residenciais na capital paulista, 19,3% acima do registrado em igual período de 2016 (16.747 unidades).

Dois dormitórios – Ainda de acordo com a Embraesp, das 6.260 unidades residenciais novas lançadas em novembro de 2017, 4.889 (78,1%) têm 2 dormitórios, e preço de até R$ 240 mil. Imóveis com essa tipologia registraram maior quantidade de vendas (3.282 unidades) e volume de oferta (9.668 unidades).

Essa demanda por imóveis econômicos também impulsionou a reação do setor. “Boa parte dos lançamentos dessas unidades aconteceu em meses anteriores, mas só foi detectada em novembro”, ressalta Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Sindicato da Habitação.

Os imóveis de três dormitórios destacaram-se com o segundo maior volume de lançamentos (674 unidades), e os de 1 dormitório com a segunda maior quantidade de vendas (276 unidades). Unidades com menos de 45 m² de área útil lideraram os lançamentos (3.661 unidades) e as vendas (2.251 unidades).

Oferta – Novembro se encerrou com 19.538 unidades disponíveis para venda na capital paulista. Esta oferta é formada por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (dezembro de 2014 a novembro de 2017). Houve aumento de 3,8% em relação a outubro de 2017 (18.817 unidades) e redução de 21,7% em comparação a novembro de 2016 (24.968 unidades).

Ampliando o período analisado para 48 meses (dezembro de 2013 a novembro de 2017), a oferta de imóveis não vendidos sobe para 25.634 unidades, 31,2% superior à oferta de 36 meses.

Virada – Esses bons indicadores não permitiram, porém, que o volume acumulado de janeiro a novembro de 2017, na cidade de São Paulo, tanto em vendas quanto em lançamentos, superasse os números dos períodos anteriores à crise de 2013/2014.

“Apesar disso, superamos o ano de 2016. Os índices de vendas e lançamentos de dezembro, que ainda serão apurados pelo departamento de Economia, só determinarão o quanto 2017 foi melhor”, aposta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Reforma da previdência – Os indicadores apresentados até o penúltimo mês de 2017 permitem traçar perspectivas mais positivas para este ano, de acordo análise do presidente da entidade, Flavio Amary. Contudo, a reação mais contundente do mercado imobiliário da Capital depende da aprovação da reforma da previdência e das alterações na Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, cuja minuta de projeto de lei está em consulta pública.

“Essas medidas são essenciais para o futuro do setor, para a retomada dos lançamentos, a geração de empregos e o aquecimento da economia. Estamos otimistas, mas vamos deixar para apresentar as nossas previsões de crescimento do mercado para este ano somente em março, mês em que divulgaremos o nosso balanço anual”, anuncia o presidente do Secovi-SP.

Fonte: Investimentos e Notícias

Preço de moradia em São Paulo tem nova queda trimestral e anual

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São Paulo – Os preços de moradia na cidade de São Paulo caíram no 3º trimestre de 2017, de acordo com dados divulgados no começo do ano pelo Global Property Guide.

A queda foi de 0,20% em relação ao trimestre anterior e de 1,13% em relação ao mesmo período do ano anterior, em números ajustados pela inflação.

É uma reversão do cenário do trimestre anterior, mas a queda foi relativamente moderada. No mesmo ponto de 2016, o ritmo de redução estava em 8% na medida anual.

Quando os números não são ajustados pela inflação, a coisa muda de figura e é verificada alta de preços de moradia na cidade de 0,39% na conta trimestral e 1,38% na conta anual.

Com ajuste pela inflação, São Paulo é o 10º mercado imobiliário mais fraco dos 46 analisados. Sem ajuste pela inflação, é o 14º mais fraco.

Mundo

Os preços de moradia subiram em 24 dos 46 mercados no 3º trimestre, mas o ímpeto de crescimento está arrefecendo: apenas um terço dos mercados mostraram força maior do que um ano antes.

De acordo com o relatório, a Europa é um dos destaques positivos e está vivendo um verdadeiro boom, reunindo 6 dos 10 mercados mais fortes do planeta.

A retomada do continente é visível em vários indicadores. O Eurostat indicou nesta semana que o desemprego na zona do euro retrocedeu a 8,7%, seu nível mais baixo desde janeiro de 2009.

Na Ásia, há grande divergência: os preços caíram em 7 dos 11 mercados analisados, mas alguns dos que sobem estão entre os mais fortes.

Vale destacar o caso da China, que está desacelerando rapidamente diante do aperto das políticas monetária e regulatória.

Os mercados imobiliários mais fortes do planeta na conta ajustada pela inflação são Islândia (alta anual de 18,76%), Hong Kong (13,14%), Macau (10,53%), Canadá (9,69%) e Romênia (9,36%).

Já os mais fracos, pelos mesmos critérios, foram Egito (queda anual de 8,68%), Kiev na Ucrânia (-6,81%), Rússia (-6,69%), Mongólia (-5,7%) e Catar (-2,85%).

Fonte: Exame

Estoque de imóvel novo cai 21,5% em SP, aponta Secovi-SP

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Levantamento mostra que no mês 19,2 mil unidades lançadas há até três anos ainda não tinham sido vendidas.

São Paulo – O respiro do mercado imobiliário nos últimos meses, com o aumento das vendas impulsionado pela queda dos juros, fez com que o estoque de imóveis novos na cidade de São Paulo caísse 21,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2016.

O dado é do Secovi-SP (entidade do setor) e mostra que no mês 19,2 mil unidades lançadas há até três anos ainda não tinham sido vendidas. O estoque é alto, mas em setembro de 2016 eram 24,4 mil.

Desde maio, as incorporadoras têm conseguido reduzir o estoque de imóveis. Esse movimento alivia um dos principais desafios do setor desde o ano passado: vender as unidades que haviam sido lançadas na cidade antes da crise e que ainda pesavam nas contas das incorporadoras.

O presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, diz que as empresas têm se esforçado para não errar na mão no volume de lançamentos.

“Pontualmente, em alguma região da cidade, ainda pode existir um descasamento de oferta maior que a demanda. Na média, a gente percebe pelos números que o mercado tem sentido que já há mais espaço para voltar a lançar empreendimentos.”

Ainda há muita cautela nos lançamentos. O consumidor parece mais confiante para comprar um imóvel e as empresas se programam para atender à essa demanda, mas não querem correr o risco de ficar com mais imóveis encalhados, em um cenário de incertezas na política e de alto desemprego. Segundo dados da Embraesp, a capital paulista teve um total de 2.252 unidades residenciais lançadas em setembro, 4% mais que um ano antes.

“O que aconteceu foi que o aumento no número de lançamentos foi postergado por conta da crise e ocorreu principalmente a partir do segundo semestre. Como os Estados têm se recuperado em velocidades diferentes, a volta dos lançamentos e a queima dos estoques de imóveis também ocorrem em níveis distintos em cada lugar. São Paulo deve liderar esse movimento, enquanto no Rio de Janeiro a recuperação é mais lenta”, diz a economista Priscila Trigo, do Bradesco.

Vendas
Em setembro, foram vendidos 1.819 imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo. O resultado representa uma alta de 5,9% em relação às 1.717 unidades comercializadas no mesmo mês de 2016.

Em 12 meses, o Valor Global de Vendas (VGV) foi de R$ 10,2 bilhões – esse número mostra o potencial de venda de todas as unidades lançadas no período.

A política de queda dos juros tem tido papel importante na retomada dos negócios. No fim de outubro, o Banco Central fez um novo corte na Selic, a taxa básica de juros, para 7,5%.

Também houve um aumento nos financiamentos imobiliários que usam recursos da poupança, que atingiram R$ 3,41 bilhões em setembro, uma alta de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2016, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O presidente do Secovi-SP avalia que a demanda reprimida por imóveis deve fazer com que os preços voltem a subir. “Os preços estão estáveis há muito tempo.

Ainda é cedo para afirmar quando vai começar o novo ciclo de valorização imobiliária, mas ele virá.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

 

Uso do FGTS para pagar prestações atrasadas da casa é prorrogado

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Prazo se encerraria este ano, mas foi prorrogado para até 31 de dezembro de 2018.

São Paulo – A medida que permite aos trabalhadores usarem o FGTS para pagar parcelas do financiamento do imóvel em atraso foi prorrogada, anunciou o Ministério do Trabalho. O prazo, que se encerraria sem dezembro de 2017, foi estendido para até 31 de dezembro de 2018 em reunião do Conselho Curador do FGTS nesta terça, em Brasília.

O objetivo da medida, segundo nota, é permitir que pessoas que atrasaram o pagamento de parcelas da casa própria consigam usar o Fundo de Garantia para regularizar a situação.

Pela regra, no entanto, não é possível usar o valor do FGTS para quitar toda a parcela. O Fundo de Garantia pode cobrir apenas 80% do valor da parcela. Se o trabalhador tem uma parcela em atraso no valor de 1 mil reais, por exemplo, poderá usar apenas 800 reais do FGTS. Os outros 200 reais precisará pagar usando outro tipo de recurso.

Além desse uso, por tempo limitado, o FGTS pode ser usado também em outras situações do financiamento habitacional, a qualquer momento. Além de utilizar o valor depositado no fundo para dar entrada no financiamento, durante todo o período da dívida o trabalhador também pode usar o dinheiro para pagar 80% do valor das parcelas em dia. Há também a possibilidade de, a qualquer momento, usar os recursos do fundo para abater do total da dívida ou até mesmo para quitar o pagamento.

Fonte: Exame

Moradia popular puxa recuperação do mercado imobiliário

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Entre as empresas na Bolsa, as três com unidades no Minha Casa, Minha Vida responderam por dois terços dos lançamentos e vendas no terceiro trimestre.

São Paulo – As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, têm puxado a recuperação do mercado imobiliário.

Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas do terceiro trimestre entre as 11 incorporadoras listadas na Bolsa. Juntas, as três lançaram empreendimentos com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões, um crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas no período totalizaram R$ 2,1 bilhões, avanço de 23,5%.

“O protagonismo da faixa popular na recuperação acontece sobretudo por causa do crédito. Os empreendimentos mais baratos, do Minha Casa, Minha Vida, têm acesso a crédito mais em conta. Os juros altos no passado recente praticamente inviabilizavam o financiamento”, diz Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários.

Em São Paulo, imóveis com preços até R$ 240 mil lideraram em quase todos os indicadores de agosto, aponta o Secovi-SP (entidade do setor). No País, dados da Abrainc (associação de incorporadoras) mostram que as vendas de imóveis novos do Minha Casa, Minha Vida até agosto somaram 41,7 mil unidades, 23,6% mais que no mesmo período de 2016. Foram 33,4 mil lançamentos, alta de 13%.

O copresidente da MRV, Eduardo Fischer, reitera a perspectiva de mais lançamentos e vendas em 2018. Ele também avalia que há boa disponibilidade de recursos para financiar a compra de imóveis com juros baixos, ao contrário do restante do mercado. “As sinalizações do governo são de que a habitação popular é prioridade.”

Já a Direcional avalia que ainda existe grande diferença no desempenho de cada ramo. Tanto o médio quanto o alto padrão sofrem com distratos, juros altos e baixa demanda. Diante disso, a companhia abandonou novos projetos nesse mercado. Mas no de moradias populares, a trajetória continua positiva.

No grupo das empresas focadas tanto no médio quanto no alto padrão – Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi, Rodobens e Tecnisa – o resultado na Bolsa foi mais modesto. Os lançamentos atingiram R$ 1,27 bilhão, alta de 4,6%. Já as vendas subiram 42,4%, para R$ 1,39 bilhão. As incorporadoras conseguiram aumentar lançamentos e vendas no terceiro trimestre, além de diminuir o tamanho do rombo financeiro, o que sinaliza uma inflexão no mercado imobiliário após anos de crise.

Sair do vermelho, entretanto, é algo esperado só para meados de 2018, segundo empresários. Eles avaliam que o setor ainda depende de um avanço mais consistente da economia brasileira e da confiança dos consumidores para impulsionar as vendas e reduzir os estoques.

O vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, ressalta que o crescimento do setor depende da volta do emprego e da retomada da renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

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