Marcelo Lara Negócios Imobiliários

Cobre é cada vez mais aplicado na decoração de jardins

Embora as propriedades benéficas do cobre sejam conhecidas desde a antiguidade, o metal não deixa de surpreender e inspirar arquitetos e designers. Depois de conquistar o interior de ambientes, o cobre também encontrou lugar ao ar livre, graças às propriedades inerentes como durabilidade, resistência à corrosão e versatilidade. Estas características fazem com que o metal seja cada vez mais popular entre designers e paisagistas.

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Altamente resistente à corrosão, o cobre é um dos materiais preferidos para estruturas submetidas a condições climáticas difíceis. Telhados ou fachadas de cobre se caracterizam por ter a mesma vida útil que o edifício que está protegendo.

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Esta resistência também faz do cobre a escolha perfeita para os acessórios ao ar livre – calhas, regadores ou duchas que resistem ao tempo. Além disso, mais de 40% do cobre utilizado na atualidade é reciclado e essa característica aumenta sua presença em projetos voltados para a sustentabilidade e meio ambiente.

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Decoração externa, jarras, acessórios de jardim, mobiliário; há uma infinidade de maneiras de usar cobre ao ar livre. Por ser maleável, o metal pode adotar diferentes formas e cores devido à oxidação natural. Avermelhado em seu estado natural, sua aparência e cor podem mudar com o tempo, tornando-se café e logo com tonalidade esverdeada. Assim como as plantas, o cobre muda de acordo com as estações do ano.

Outra vantagem está no uso de vasos em cobre como método complementar ao controle de pragas. O cobre tem propriedade fungicida e bactericida. Em contato com o metal, fungos e bactérias morrem em até duas horas. Esta propriedade faz com que o cobre seja um dos materiais preferidos dos designers na escolha de suportes, telas de proteção, discos que impedem o crescimento de musgo e moldes como pedras decorativas, entre outros.

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A vistoria de imóveis deve ser feita antes da entrega das chaves para evitar situações desagradáveis

Mudar-se para um imóvel próprio ou alugado requer uma ação cautelosa para evitar transtornos que possam causar prejuízos aos futuros moradores. Afinal, é preciso conferir se o que foi negociado condiz com o que está sendo entregue. Por isso, a vistoria cuidadosa é fundamental. Especialistas do setor imobiliário recomendam, se possível, que o trabalho seja realizado por profissionais de áreas diversas, como engenheiro civil, arquiteto, eletricista e até mesmo bombeiro hidráulico.

O corretor da RE/MAX Futuro Breno Rosa ressalta que a vistoria é importante para examinar o acabamento, as instalações e a construção em geral. “Verificar tudo antes garante uma decisão mais acertada e sem problemas no futuro. O comprador deve pedir uma visita ao imóvel objeto da compra pelo menos 24 horas antes de lavrar a escritura pública de compra e venda”, orienta.

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Todos os aspectos do imóvel devem ser averiguados, como destaca Breno Rosa. Isso vai desde os materiais que compõem o memorial descritivo (o que foi acordado) até os aspectos estruturais, como paredes e tetos. “Além disso, deve-se estar atento aos pormenores inerentes à construção, como defeitos que possam estar aparentemente visíveis, como rachaduras nos tetos e paredes e até mesmo deformações na estrutura. É preciso exigir que o laudo da vistoria esteja pronto e que seja entregue ao comprador, antes de lavrar a escritura”, informa.

O advogado especialista em direito imobiliário e presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Fernando Augusto Cardoso de Magalhães, confirma a necessidade de recorrer a um profissional habilitado para auxiliar nesse tipo de inspeção. “O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias (Ibape/MG) tem uma lista de profissionais especializados em vistorias de bens imóveis”, indica.

Segundo ele, no laudo de vistoria serão descritas, detalhadamente, as condições do imóvel. “Paredes, portas, revestimentos, metais e louças do banheiro e da cozinha; a qualidade dos materiais utilizados na construção, se estão de acordo com o memorial descritivo ofertado (venda de imóvel na planta), e de todos os itens instalados, como gabinete de cozinha, lustres e boxe de banheiro”, detalha Magalhães.

Checklist

O laudo deve ser assinado pelas partes, locador e locatário ou promitente vendedor e promitente comprador, como acrescenta o presidente do Ibei. “Para não haver dúvidas quanto à qualificação boa ou regular do estado de conservação, por exemplo, anexe ao laudo fotos do imóvel”, orienta.

O administrador Felipe Franco, que comprou um imóvel na planta na Região Oeste de Belo Horizonte, destaca a importância de se preocupar com a vistoria. “Por se tratar de um bem de altíssimo valor, torna-se importante que, no recebimento das chaves, sejam verificado todos os itens, como rede hidráulica, elétrica até a análise do piso, por exemplo se a água escorre para o ralo, entre outros.”

De acordo com ele, é sempre bom que, antes de assinar o termo de recebimentos das chaves do imóvel, o proprietário faça essa vistoria. “Se possível, acompanhado de algum engenheiro ou técnico que tenha conhecimentos em construção civil. No meu caso, tive o auxílio da minha mulher, que é engenheira civil”, conta Franco.
Todo cuidado é pouco
Para evitar cair na armadilha, é importante apurar a origem do problema, que pode ser anterior à ocupação do imóvel

Quando uma vistoria detalhada não é feita quando o imóvel está sendo entregue para o novo ocupante, seja ele locatário ou adquirente, nem sempre uma perícia conseguirá apurar a origem do vício da construção e, consequentemente, a responsabilidade do causador do problema, como alerta o sócio da Moura Tavares, Figueiredo Moreira e Campos Advogados e especialista em direito civil Ricardo Gorgulho. “Em algumas situações, um perito engenheiro poderá precisar que determinado vício decorre de fato anterior à ocupação do imóvel, mas em outros casos essa prova não será possível, dificultando a defesa dos direitos da parte prejudicada.”

Gorgulho explica que o locador responde pelos vícios ou defeitos anteriores à locação, embora o locatário seja responsável pela manutenção e conservação do bem. “Salvo se o problema decorre de um vício estrutural para o qual não concorreu. Da mesma forma, o construtor responderá pela solidez, segurança e construção do edifício, mas não será responsável por eventuais mudanças feitas no imóvel pelo adquirente, que não tiveram o seu conhecimento.”

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O corretor da RE/MAX Futuro Breno Rosa lembra que é preciso examinar acabamento, instalações e a construção em geral. Jennifer Conde, também consultora da RE/MAX Futuro, diz que, caso a vistoria não tenha sido feita em um imóvel adquirido na planta e sejam constatadas falhas e defeitos, eles devem ser informados imediatamente à construtora, para que ela possa reconhecer e autorizar a reparação do imóvel, dentro do prazo preestabelecido.

De acordo com Jennifer, no caso de imóveis na planta existe uma carência de seis meses para que sejam identificados pequenos vícios da construção e a construtora fica disponível para atender as necessidades dos atuais proprietários, desde que devidamente comprovados. Seis meses após a entrega das chaves, a situação fica mais delicada, sendo estudada caso a caso pela construtora, por uma empresa responsável pelo pós-venda ou por ambas”, adverte.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei), Fernando Augusto Cardoso de Magalhães, explica que na entrega do imóvel vendido na planta, a vistoria é feita na presença do promitente comprador (consumidor) com um representante legal da promitente vendedora (construtora/incorporadora), para atestar que o imóvel está atendendo as especificações e qualidades de materiais prometidas no memorial descritivo, que deve acompanhar todo contrato de promessa de venda e compra de imóvel em construção ou vendido na planta.”

No caso da aquisição de imóveis usados, a vistoria também é importante, como destaca Magalhães, pois será por meiodela que o comprador poderá verificar o real estado de conservação e manutenção das instalações elétricas e hidráulicas do imóvel, bem como do condomínio que o integra, a fim de que o comprador não seja surpreendido com despesas extraordinárias no condomínio.

Em se tratando de locação, o presidente do Ibei diz que o termo de vistoria será realizado pelo locador ou seu representante. No documento, que deverá integrar o contrato de locação, deve constar o estado de conservação e demais itens instalados (armários, gabinete de cozinha, lustres e boxe de banheiro etc). “Caso o inquilino, quando do recebimento do imóvel, detecte problemas como rachaduras, manchas, vazamentos ou elétricos, poderá fazer novo anexo ao contrato e exigir a assinatura do locador. Se ele se negar a assinar o documento, poderá ser notificado via cartório para constituir prova das condições originais do bem imóvel”, diz Magalhães.

Se forem constatadas falhas e os responsáveis não se manifestarem para resolver o problema, a orientação do advogado Ricardo Gorgulho é que a parte prejudicada procure um advogado a fim de propor a ação cabível. “Muitas vezes é aconselhado o ajuizamento de ação cautelar de vistoria, antes do ajuizamento de ação de indenização contra o causador do dano.”

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Vistoria

– Na planta: quando da entrega do imóvel, é feita na presença do promitente comprador com um representante legal da construtora/incorporadora para atestar que o imóvel atende as especificações e qualidades de materiais prometidas no memorial descritivo, que deve acompanhar o contrato de promessa de compra e venda do imóvel em construção ou vendido na planta.– Usado: deve-se verificar o real estado de conservação e manutenção das instalações elétricas e hidráulicas do imóvel, bem como do condomínio que ele integra, caso o imóvel seja um apartamento. Isso evita que o comprador seja surpreendido com despesas extraordinárias na taxa condominial.– Alugado: o termo de vistoria, que deverá integrar o contrato de locação, será realizado pelo locador ou seu representante, informando o estado de conservação e demais itens instalados. Caso o inquilino, quando do recebimento do imóvel, detecte problemas, poderá fazer novo anexo ao contrato e exigir a assinatura do locador. Se ele se negar a assinar o documento, poderá ser notificado via cartório.

Paredes com volumes criam efeitos surpreendentes na decoração

O uso da estética de relevos e volumes é a nova aposta do mercado de acabamentos e as grandes marcas de revestimentos nacionais e internacionais já investem nessa tendência. Os formatos geométricos e muitos arabescos ganharam lugar especial entre as novidades apontadas por feiras e eventos nessa área. A novidade garante uma sensação de que vai sair da parede e se misturar ao ambiente.

A engenheira civil especialista em decoração Izabel Souki diz que os volumes atraem olhares porque revelam um espaço que transmite uma terceira dimensão. “O uso desse tipo de revestimento é muito comum em ambientes comerciais, pois, além de trazer uma ideia diferente da parede lisa, emassada e pintada, oferece sensação de movimento. Esse movimento, com relevo e profundidade, acabou chegando aos projetos residenciais”, informa.

Os diferencias desse tipo de revestimento são, além das tramas que eles oferecem, os formatos orgânicos, geométricos e muitos arabescos. “Alguns revestimentos podem trazer uma perspectiva 3D ou ainda chamar a atenção por mostrar curvas sinuosas. Outra diferença do revestimento com volume é a presença da textura”, revela Izabel.

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A designer de interiores Fabiana Visacro observa que o revestimento de parede vem se valorizando a cada dia. E as técnicas dimensionais demonstram isso. “Elas criam uma sensação de fluidez na parede, fazendo com que o revestimento participe mais do ambiente, saltando às nossas vistas”, conta. Para a profissional, o diferencial desse tipo de revestimento é sua imponência. “Pois ele deixa de ser algo chapado ao olhar humano e passa a ser ressaltado pela iluminação. Com ele, é possível brincar com o volume e com as sombras. O volume faz com que o ambiente fique, ao mesmo tempo, sofisticado e impactante”, diz Fabiana.

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A criação da técnica de uma percepção em 3D, como se o revestimento estivesse se integrando ao ambiente e ao espaço, é destacada pela arquiteta da loja especializada em acabamentos Bel Lar Maristela Broilo. “Trata-se de revestimentos que chamam a atenção devido aos altos e baixos relevos e, por isso, é necessário escolher ambientes que permitam que eles ganhem destaque e combinem com os demais componentes da decoração”, destaca.

LUZ E SOMBRA

Apesar de não serem uma novidade, Maristela diz que esse tipo de revestimento tem ficado cada vez mais em evidência. “Os volumes sempre foram utilizados em áreas externas, mas, nos últimos anos, invadiram todos os ambientes”, conta. A arquiteta diz que o efeito de luz e de sombra e a possibilidade de dar movimento às paredes são muito bem-vindos em salas de jantar e estar, hall, fachadas, muros, banheiros e espaço gourmet.

Os relevos estão presentes em peças de madeira e cerâmica, porcelanatos, cimentícios e vários tipos de pedras, como os mármores, pedra são tomé, ardósia, entre outras. “Também porcelanas, resinas e até mesmo placas de concreto. Entre os destaques, é possível ressaltar as placas produzidas com madeira reflorestada, que investem no volume por meio de chapas de MDF entalhadas”, acrescenta Izabel Souki.

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Há empresas que apostam até mesmo na criação de produtos que aliam beleza à sustentabilidade. Foi pensando em atender essa demanda que a Hunter Douglas desenvolveu o wovin wall, sistema tridimensional, que também tem propriedades acústicas, como conta a arquiteta Ana Paula Taneze Borges de Oliveira. “Disponível em várias espessuras – de 1,6mm a 25mm –, os painéis podem se tornar revestimentos de paredes, divisórias, biombos ou até mesmo portas de correr entre um cômodo e outro.

Ana Paula conta, ainda, que os módulos de wovin wall foram desenvolvidos para utilização em ambientes internos, podem ser aplicados em paredes e forros, e têm diversas possibilidades de acabamentos. “Como painéis translúcidos da Linha Varia 3form ou acabamentos em laminados sólidos, metalizados e madeirados”, diz.

MOVIMENTO EM EQUILÍBRIO

Harmonia com o restante da decoração é essencial para que os revestimentos tenham o destaque que merecem. Com alguns cuidados, eles podem ser usados em vários ambientes

Sofisticados e bonitos, é praticamente impossível ficar indiferente aos revestimentos tridimensionais. Mas como literalmente saltam aos olhos, é imprescindível empregá-los em harmonia com o restante da decoração. Considerados esses aspectos, eles podem ser utilizados em diversos locais, como explica a designer de interiores Laura Santos. “Desde paredes externas até internas, em salas, corredores, escadas, espaços gourmet e banheiros. Tudo vai depender do impacto e do conceito do ambiente.”

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Na hora de empregá-los, o ideal é estudar qual o efeito a ser buscado por meio do revestimento, como indica Laura. “Ele pode causar a sensação de aconchego (os mais foscos) ou sofisticação (brilhantes). Revestimentos em pedras naturais, como o mármore, a madrepérola ou os compósitos, são os mais valorizados. A escolha desses fará com que o ambiente também se valorize”, diz.

Segundo Izabel Souki, os revestimentos em 3D podem ser utilizados em qualquer ambiente, desde que bem projetados. “Ou seja, a especificação do material por um profissional leva em consideração a funcionalidade, a estética e a praticidade do revestimento. Por exemplo: quando assentado em área molhada, o revestimento deve ser específico para uso em locais com umidade ou contato com água, mesmo que seja um material que apresente volume.”

A engenheira reforça que o revestimento ou qualquer material de acabamento devem ser escolhidos e especificados dentro da proposta de um projeto. “Esse conceito deve levar em consideração questões práticas, como permeabilidade, espessura do material, durabilidade, assim como questões estéticas, que apresentarão cores, sensações e preferências dos usuários do espaço”, explica Izabel.

Arquiteta da Bel Lar, Maristela Broilo conta que há modelos para todos os espaços. “Para áreas internas, como hall, sala de estar e jantar, banheiro, home theater, quartos, cozinha, loja, escritório, e também em áreas externas, como fachadas, espaço gourmet e muros. Para escolher e utilizar as peças, deve haver harmonia com o ambiente e com os outros elementos utilizados. Os volumes, em geral, chamam muito a atenção e devem ser usados com critério.”

SEM RISCO 

Segundo a arquiteta, deve-se ter sempre em mente que o revestimento será o centro das atenções e o restante da decoração não pode competir com ele, evitando o risco de ficar pesado e cansativo. Assim, Maristela indica o uso harmônico com acabamentos mais neutros, para que o revestimento tenha destaque. “Recomendo o uso de cores em tons pastéis, como concreto, nude e moca, em ambientes em que o revestimento não será o maior destaque.”

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Os volumes são encontrados também coloridos, em mosaicos e desenhos geométricos, e podem ter a possibilidade de receber pintura para ornar com os demais elementos da decoração. “Caso a atenção seja voltada somente para o revestimento, poderá vir em cores mais fortes, como os tons prata e turquesa, e quentes, como os tons terrosos e até dourados”, informa.

Ao escolher os móveis para compor essa decoração, o conselho de Fabiana Visacro é que se opte pelos que tenham design mais limpo e sem textura. “Deixe realçar apenas a textura e o volume do revestimento. Se ele for fosco, você pode optar por móveis com brilho, como a laca. Mas, se tiver brilho, o ideal é utilizar o tom fosco nos móveis. Dessa forma, tudo se equilibrará sem brigar visualmente e nem pesar.”

EM SINTONIA COM O ESTILO

O mais aconselhável é, na hora de escolher um acabamento, principalmente um revestimento que tem volume, inseri-lo dentro de um ambiente como um todo, pensando em cores, luz, espaço e funcionalidade, leiaute, entre outros, como indica Izabel Souki. “Na arquitetura de ambientes tudo é possível, desde que seja dentro do contexto do projeto.”

Para valorizar ainda mais o revestimento tridimensional, um recurso que pode surtir grandes efeitos é a iluminação, como aponta Izabel. “Se queremos destacar o revestimento com volume, a iluminação pode ser projetada de forma que essa superfície seja mostrada com luz geral, ou então trabalhar a superfície com efeitos de luz e sombra. Tudo dependerá de como o espaço como um todo será tratado e projetado.”

Mas antes de optar pelo revestimento, a engenheira alerta que os acabamentos são grandes responsáveis pela elevação do custo de uma obra, o que torna necessário pensar na disponibilidade de investimentos financeiros na hora de escolher. “Existem no mercado inúmeras possibilidades para acabamentos. Assim, se o desejo é economizar, a escolha do material deve ser ainda mais analisada e pensada dentro de um projeto, já que é possível usar a criatividade e conhecimentos a favor da economia.”

De qualquer forma, Izabel Souki aconselha que o consumidor faça uma pesquisa antes de comprar. “Os valores desses materiais variam conforme a região, tipo de revestimento e a loja em que for adquirido. As variações podem ser grandes, de R$ 70 a R$ 2 mil o metro quadrado, dependendo do material escolhido.” No caso do wovin wall, sistema que consiste em uma grelha metálica que pode ser fixada em qualquer superfície interna vertical ou horizontal, a arquiteta Ana Paula de Oliveira diz que o valor aproximado do produto é entre R$ 600 e R$ 1,2 mil o metro quadrado.

Outro ponto que pode ser considerado como muito importante antes de escolher o revestimento 3D é sua durabilidade. “Para isso, é necessário avaliar alguns pontos. Primeiro, o tipo de material do qual o revestimento é feito. Por exemplo: azulejos ou porcelanatos com texturas tendem a ser mais duráveis do que os revestimentos de papéis de parede, que apresentam textura e volume”, conta Izabel Souki.

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CAE amplia casos de falta justificada ao trabalho

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira, 4, em votação simbólica, projeto de lei que permite ao empregado se ausentar do trabalho sem prejuízo salarial em pelo menos quatro novas hipóteses não previstas atualmente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A primeira delas é o não comparecimento ao trabalho por até trinta dias em um ano para acompanhar o filho menor de 12 anos em tratamento médico. Essa ausência do trabalhador tem de ser justificada por perícia médica em que ateste a necessidade de assistência direta dele justamente no horário de trabalho.

A mesma proposta garante ao trabalhador deixar de ir ao emprego por até sete dias, a cada doze meses, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva às suas expensas e conste de seu registro, mediante comprovação médica.

A terceira possibilidade é garantir ao trabalhador não comparecer ao trabalho sem nenhum desconto no salário para acompanhar pessoa com deficiência por até sete dias em um ano. Por último, é se ausentar, por um dia, a cada seis meses, para participar das reuniões escolares dos filhos, mediante comprovação de comparecimento à escola.

Designado na própria reunião como relator da matéria, o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), deu parecer a favor das quatro mudanças, desde que todas elas tenham a aprovação em convenções ou acordos coletivos. “A presença dessas garantias nos acordos e convenções coletivas de trabalho, além de ser uma importante conquista do movimento sindical, tende a se tornar referência e se disseminar nos processos de negociação coletiva e, portanto, devem ser incentivadas, por meio de lei”, prevê o texto.

A proposta, que reúne em um só texto quatro projetos separados, seguirá para apreciação nas comissões de Educação, de Direitos Humanos e de Assuntos Sociais. Nessa última, ela tramitará em caráter terminativo, ou seja, se aprovada por lá e não houver recurso, terá de seguir para análise da Câmara dos Deputados.

Vendas de imóveis novos em São Paulo sobem 27,1% no primeiro trimestre de 2013

saopauloPesquisa divulgada na semana passada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) mostra que as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo totalizaram 4.087 unidades em março, alta de 83,9% ante os 2.223 imóveis vendidos em igual mês de 2012. A entidade avaliou o resultado da pesquisa como “surpreendente”.

Os resultados também foram positivos em relação aos lançamentos de imóveis, que de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), atingiram 2.845 unidades, com aumento de 80,35% em relação às 1.578 unidades de igual mês do ano passado.

Com esses resultados, o mercado imobiliário na cidade de São Paulo fechou o primeiro trimestre com 6.862 unidades vendidas, o que representa uma alta de 27,1% se comparado ao resultado de 5.400 imóveis comercializados de janeiro a março de 2012.

Até março, as vendas na Região Metropolitana de São Paulo somaram 11.496 unidades, um crescimento de 18,5% diante dos 9.703 imóveis residenciais de igual período de 2012. Para este ano, ainda está prevista a entrega de 580 mil m² de escritórios.

Apesar dos indicadores positivos, o vice-presidente da área, Emílio Kallas, acredita que o mercado imobiliário ainda corre riscos. “As restrições impostas pela prefeitura à aprovação de projetos são absurdas. Aliando os altos preços dos terrenos às inumeráveis contrapartidas, o setor não vai manter esse ritmo de crescimento”, asseverou, completando que para reverter essa perspectiva é necessária a revisão das legislações que regem a produção imobiliária.

Avenida Paulista ganhará mais um centro cultural

Em três anos, a Avenida Paulista ganhará mais um centro cultural. Conhecido por guardar desde 1992 um rico acervo de fotografia, artes plásticas, música e literatura, o Instituto Moreira Salles (IMS) terá sua sede paulistana na mais famosa avenida da cidade, entre as Ruas Bela Cintra e Consolação. O novo espaço terá três andares para exposições, um cinema, um restaurante e um café.

Entidade sem fins lucrativos, o IMS tem hoje três centros culturais: em São Paulo, no Rio e em Poços de Caldas (MG). Na capital paulista, entretanto, o endereço em Higienópolis é um tanto acanhado: tem uma galeria de cerca de 240 metros quadrados, ante 1,2 mil metros quadrados destinados à função no novo prédio. “O terreno já era do instituto desde 2003. Há alguns anos estávamos planejando essa construção”, explica Flávio Pinheiro, superintendente do IMS. Nesse entretempo, funcionava um estacionamento no local.

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Concurso. Em 2011 foi lançado um concurso para eleger o melhor projeto arquitetônico. “Queríamos arquitetos brasileiros, mas que ainda não fossem medalhões”, diz Pinheiro. “A ideia era privilegiar a nova arquitetura brasileira que está surgindo e é muito interessante.” Levou a melhor o escritório Andrade Morettin Arquitetos.

Após anos em que as poucas pedras de construção na Paulista eram os seixos rolados colocados nas floreiras dos edifícios, esta não deve ser a única obra em andamento na avenida. Houve um boom imobiliário nos anos 1980 e duas décadas praticamente sem novidades – exceções são o Condomínio CYK (inaugurado em 2003) e a Torre João Salem (de 2009). Agora, há quatro empreendimentos sendo erguidos na avenida.

A sede do Instituto Moreira Salles deve valorizar muito a localização, o “estar na Paulista”. Tanto que o projeto prevê uma escada rolante de 15 metros de altura, ligando o “meio” do prédio até o nível térreo. “Chamamos isso de térreo elevado. Será uma praça no meio do edifício, por onde o percurso pelo centro cultural efetivamente deve começar”, afirma o arquiteto Marcelo Morettin. “Nossa preocupação é integrar o prédio com o entorno. Não queríamos que ele se fechasse para a cidade.”

Intelectuais nacionais e estrangeiros acreditam que a Avenida Paulista, tida como o maior centro financeiro do País, deve cada vez mais explorar sua vocação cultural. “Acho fantástica a ideia de que a avenida se torne um polo de criatividade no Brasil”, comentou o sociólogo italiano Domenico De Masi, em conversa com o Estado ocorrida no mês passado, quando ele visitava a cidade.

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Projeto. Dono de um acervo de 800 mil imagens, 100 mil fonogramas, 1,2 mil obras de iconografia do século 19 em papel e 400 mil documentos e livros de arquivos pessoais de escritores e pensadores, o instituto não vai ter falta de material para ser exibido no prédio da Paulista. Além das exposições, o cinema deve ser incorporado à agenda cultural paulistana, uma vez que vai servir tanto para mostras específicas como, planeja-se, entrará para o circuito de filmes de arte.

“Também nos preocupamos em planejar o edifício de modo que não ficasse um museu burocrático”, afirma o arquiteto Morettin. A equipe encarou como um desafio o fato de o terreno ser considerado pequeno para um edifício com essas funções – são 20 metros de frente por 50 metros de fundo. “Forçosamente, acabamos tendo de resolver o prédio verticalmente”, complementa. “Mas com a ideia da praça no meio do edifício, o percurso a pé pelos espaços expositivos se torna perfeitamente agradável e possível.”

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Morettin conta que foram dois meses para preparar o estudo preliminar do projeto, em 2011, a fim de participar do concurso. Uma vez escolhidos, os arquitetos do escritório ganharam o reforço de consultores e engenheiros e se dedicaram ao longo de 2012 para concluir o projeto.

“Acredito que o importante foi termos partido de uma premissa de que era preciso valorizar a efervescência cultural que já existe na Paulista, com fluxo constante de todo tipo de gente”, avalia Morettin.

Tanto tempo depois, falta pouco para a obra sair do papel. O IMS corre atrás das últimas pendências burocráticas no Poder Público. A expectativa é de que a construção comece ainda neste semestre.

Revestimento autocolante: resistência e acabamento nas paredes ou nos móveis

Com a correria do dia a dia, pequenos trabalhos manuais ou reformas caseiras simples ajudam a desopilar e a fazer com que nos sintamos úteis e produtivos. É por isso que cada vez mais cresce o número de pessoas adeptas ao modelo “faça você mesmo”.

Hoje, decorar não é tarefa apenas para os profissionais especializados. As pessoas estão mais participativas, deixando o lar com as suas próprias características e do seu gosto. Para facilitar essas atividades, diversos produtos de fácil manuseio e instalação constantemente chegam ao mercado.

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Pensando nisso, uma das recentes opções é o TACdecor, um revestimento resistente, autocolante e de instalação simples da empresa catarinense da mesmo nome. Com matéria-prima à base de couro sintético e 100% em algodão, o produto foi desenvolvido e beneficiado para tornar possível a sua aplicação em diversas superfícies, como paredes de concreto, móveis de MDF, além de madeira, gesso, vidro, plástico, metal e superfícies com curvas. Entre as suas vantagens está a de não exigir nenhum preparo extra, vindo pronto para instalar e com cura instantânea.

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Além das facilidades de aplicação, o produto contém opções de texturas, cores e imagens, o que permite ampla personalização independentemente do gosto do cliente.

Entre as possibilidades nos projetos residenciais, o revestimento surge como alternativa no acabamento interno de veículos – em painéis plásticos ou de madeira –, de embarcações – adaptando-se bem a superfícies curvas e cantos –, e ainda serve como recurso viável na ambientação de espaços profissionais, como lojas, escritórios e até mesmo restaurantes.

O material é diferente do papel de parede, pois já vem com a sua própria cola, pronto para instalar e pode ser aplicado por qualquer pessoa, profissional ou não. Segundo o fabricante, a sua durabilidade também é superior e, em função da sua composição, alcança outros benefícios, como a diminuição do calor interno dos ambientes.

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Em paredes com infiltração ou problemas de umidade constante, é recomendável a avaliação de um especialista, pois o produto, embora resistente, não contém a umidade, que pode liberar partículas e ocasionar bolhas na pintura, prejudicando a aderência do revestimento. Por outro lado, se a parede não tem infiltrações visíveis, o revestimento proporciona o isolamento da área, evitando a infiltração da umidade.

Vista Software desenvolve vídeo para divulgar seus serviços

Vista Software, parceira da Marcelo Lara Negócios Imobiliários uma das maiores empresas de software imobiliário do Brasil, acaba de divulgar seu novo vídeo, que através de simpáticas ilustrações animadas apresentam os serviços prestados pela empresa.
Confira abaixo o resultado:

Como descobrir quanto vale o seu imóvel

Existem algumas maneiras de avaliar o preço do seu imóvel. Umas são mais apuradas e indicadas para quem deseja estipular um valor mais preciso ao colocar o imóvel à venda. Outras, mais superficiais, podem ser indicadas para quem apenas quer ter uma noção sobre o valor do seu patrimônio. Confira a seguir o que fazer para precificar seu imóvel.

Consulte um corretor

120827083607corretorPara quem precisa definir um valor para o imóvel porque tem o objetivo de vendê-lo, o melhor caminho é a consulta a um corretor de imóveis.

Quando o imóvel é colocado à venda em uma imobiliária o mais comum é que ela faça a avaliação sem cobrar nada por isso. Mas, caso o proprietário queira consultar um corretor apenas para isso, ele cobrará um valor à parte pelo serviço.

“O parecer técnico é muito bom para que a pessoa não tenha ansiedade ao fazer o negócio, porque o proprietário passa a conhecer o preço de mercado do seu imóvel e entende exatamente se está o vendendo por um preço acima ou abaixo do seu valor”

Engenheiros e arquitetos também podem definir valores para imóveis, ou elaborar pareceres técnicos. Mas, segundo Viana Neto, a consulta a corretores é fundamental porque eles estão intimamente envolvidos com o mercado imobiliário da região. Em função disso, engenheiros e arquitetos que fornecerem pareceres devem consultar um corretor

Acesse sites que o ajudem a estimar o valor do seu apartamento

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Para quem apenas deseja ter uma ideia de quanto está valendo o seu imóvel, a opção mais indicada é fazer uma busca pela internet. Alguns sites, como o “Quanto Vale meu Apê?” e o “123i”, possuem ferramentas que permitem ao usuário encontrar estimativas sobre o valor exato do seu imóvel ou de imóveis parecidos em um mesmo bairro.

No Quanto Vale meu Apê, o usuário informa a área, o número de dormitórios, suítes, vagas do imóvel e a sua localização. O sistema fornece então uma estimativa de mercado do preço de imóveis similares localizados no mesmo bairro. O serviço é disponível para os estados de Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e do Distrito Federal.

Já o 123i informa exatamente o valor estimado dos imóveis de um determinado edifício, mas por enquanto o serviço só inclui dados de imóveis em São Paulo, capital.

Segundo o 123i, por meio de análises estatísticas, informações históricas de transações e do uso de algoritmos é possível inferir estimativas científicas de valor para um imóvel padrão de um determinado edifício. “Se um usuário coloca um valor diferente, nós temos uma equipe de estimativa que avalia essa contestação para checar se a informação faz sentido”, explica Rafael Guimarães, diretor de operações do site.

Pesquise valores de imóveis similares

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Buscar preços de imóveis similares à venda na mesma rua, ou em endereços próximos também pode ajudar quem quer uma ideia do valor do seu imóvel sem preciosismo, ou para quem quer se certificar de que a avaliação já feita por uma imobiliária está dentro dos parâmetros para a região.

Portais como o 123i e outros, como o Viva Real, Zap Imóveis e Imovelweb, possuem milhares de anúncios em diversas cidades do país. Mas, caso você não encontre anúncios próximos à sua casa na internet, a saída é fazer uma caminhada pela região e se informar com porteiros, zeladores e moradores sobre quanto custam os imóveis por lá.

Entenda o que pode influenciar o valor

O valor de um imóvel é afetado por inúmeros fatores, tanto racionais, quanto emocionais. Mas alguns critérios se destacam para a formação do preço, como a localização, o tamanho, o estado de conservação, a área de lazer do condomínio e fatores mercadológicos que influenciam a oferta e a procura dos imóveis.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, explica que muitas vezes dois apartamentos podem ser aparentemente muito semelhantes, mas alguns detalhes podem tornar seus preços muito distintos. “Às vezes, dois imóveis ficam em um mesmo bairro, na mesma rua e muitas vezes dentro do mesmo prédio, mas têm valores diferentes porque um deles fica no lado esquerdo e outro no lado direito, por exemplo”, diz.

Andares mais altos costumam ser mais caros, assim como apartamentos voltados para a face norte em regiões frias, uma vez que eles são mais ensolarados. E em uma mesma região, um prédio mais novo, com uma fachada mais atraente também poderá ter um preço maior do que um imóvel em um prédio antigo, mesmo que sua área seja maior.

Personalização, cultura e privacidade são as bases do novo luxo na hotelaria

A valorização das pequenas experiências, do conhecimento e da personalização, em detrimento à ostentação já caminhava a passos lentos, mas ganhou nova aceleração quando estourou a crise econômica. Mas enquanto as marcas ainda quebram a cabeça para traduzir esses novos códigos do luxo imaterial em produtos, a hotelaria os consolidam com a ajuda das redes sociais. “O Facebook e o Twitter se tornaram poderosas fontes de pesquisa para que possamos surpreender o cliente e entregar o luxo emocional que ele espera”, afirma Ömer Acar, diretor geral do hotel Le Royal Monceau-Raffles, em Paris.

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Não que os lençóis de mil fios egípcios, as camas ultraconfortáveis e a banheira de hidromassagem tenham sido deixados de lado, mas juntam-se a isso pequenos detalhes que certamente fazem diferença. “Ao invés de receber o hóspede com champanhe e chocolates, podemos esperá-lo com um suco de frutas fresquinho se soubermos antecipadamente que ele está de dieta”, exemplifica Nathalie Seiler-Hayez, gerente geral do hotel The Connaught, em Londres. Ou, como aconteceu com Acar, ganhar pontos com a ajuda de uma simples Coca Zero. “Ficamos dias tentando achar algo no Twitter de um cliente que nos desse uma pista de seus gostos pessoais e não havia nada. Mas pouco antes dele desembarcar vimos um post reclamando da ausência do refrigerante no voo. Foi a nossa salvação. Enviamos o refrigerante com o carro que o pegaria no aeroporto”, lembra o executivo, que aproveitou uma falha de outra empresa para fortalecer seu relacionamento com o hóspede.

Mas nem só as redes sociais se tornaram preciosa fonte de informação para os hoteleiros. O próprio staff passou a ser mais valorizado e ganhar treinamento diferenciado para servir como araponga. “Contamos com eles para identificar os gostos e desejos dos clientes durante a estadia e nos ajudar a surpreendê-los nos pequenos detalhes. E isso vale do concierge à camareira”, diz Rebecca Sajours, gerente de vendas do grupo hoteleiro Maybourne, dono das bandeiras Claridge’s, The Connaught e The Berkley, em Nova York. “A camareira, por exemplo, pode nos dar dicas preciosas para arrumarmos o quarto da forma que o cliente mais gosta e o concierge, de que tipo de interesses ele tem. É um trabalho de observação e adaptação que envolve toda a equipe, o tempo todo”, afirma Nathalie.

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Sem poder contar com um incremento no quadro de funcionários para assegurar as exigências dos novos tempos, a saída foi peneirar apenas os mais qualificados. O que significa ser um mestre em buscas pela internet, ser discreto, atento e prestativo, ter profundo conhecimento de artes plásticas ou história e conhecer a região em que trabalha como a palma de sua mão. “Em um mundo tão globalizado e pasteurizado, os hóspedes querem imergir na verdadeira cultura local durante sua estadia”, diz Alessandra Baldeschi, diretora de comunicação do hotel Principe di Savoia, em Milão.

Que o diga Ömer Tosun, proprietário do Museum Hotel Capadócia, primeiro Relais & Chateaux na Capadócia, onde tudo se baseia na história e cultura turca. “As pessoas querem se nutrir com a cultura local. Querem vivenciar a Turquia dentro e fora do hotel, com serviço de primeira”, garante o hoteleiro. Não à toa, ele investiu mais de dez anos na restauração do local, que conta com uma galeria subterrânea com antiguidades datadas de 3 mil anos a.C, encontradas durante a construção do hotel, spa com tratamentos tradicionais, aulas de culinária turca e restaurante com menu que resgata pratos locais pouco usuais atualmente.

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Mas se a imersão na cultura local é quesito valioso, a privacidade dos hóspedes e a sensação de que toda a estrutura do hotel funciona apenas para servi-lo, também. Daí algumas propriedades terem optado por reduzir o número de quartos, ampliar os espaços dedicados à área comum ou mesmo limitar o acesso de não-hóspedes às dependências. Caso do Setai, em Miami Beach, onde a praia em frente ao hotel e as três piscinas são privativas e a reserva nos restaurantes é prioritária aos clientes. Se a tudo isso for possível incluir dedicação quase exclusiva, melhor. “Especialmente os clientes da América do Sul, que estão acostumados a ter diversos funcionários em casa, querem muita agilidade no atendimento” diz Ivan Bauza, diretor de vendas e marketing do Setai.

Segundo os hoteleiros, cuidados como esses têm garantido taxas de retornos maiores que nos anos anteriores. Afinal, como resume Acar, passou-se a vender felicidade ao invés de quartos para hospedagem.

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