Viagens de luxo: confira as tendências do mercado de turismo

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O verdadeiro luxo é desfrutar de experiências únicas e seletas. A antropóloga do consumo Vanessa Brandini aponta o que é tendência no mercado premium.

Preço alto não determina um produto ou uma experiência de luxo. E, sim, o quanto uma roupa, um acessório, um objeto ou uma viagem podem proporcionar um raro e seleto prazer. Conversamos com a antropóloga do consumo e coordenadora de pesquisa na Escola de Pós-Graduação Roberto Miranda
Educação Corporativa em São Paulo, Valeria Brandini, que aponta qual a definição de luxo hoje e as tendências do mercado premium.

“O que determina o conceito de luxo não é a formulação de preço ou uma determinação do mercado. Existe, sim, o mercado de bens de luxo, uma categoria diferenciada em termos de preço, qualidade,
seletividade e tudo mais. Mas o conceito de luxo não é isso. É anterior, existe desde o início das primeiras civilizações. Luxo é tudo aquilo que é raro, escasso e seletivo. Por exemplo, tem gente que vem ao Brasil e adquire determinados tipos de artesanato indígena, que em alguns Estados da região central são coisas corriqueiras, mas, em outros países, serão um adereço de luxo. Trata-se de um marcador social, que muda conforme definições culturais ou de acesso. Tem gente que acha que luxo é tudo o que tem preto e dourado. Mas o trabalho do Oscar Niemeyer é luxo no mundo inteiro, por ser raro, escasso, seletivo.”

Excelência no serviço

“A grande tendência é o setor de serviços de luxo, que é muito deficitário no Brasil. O que diferencia uma loja Jaguar ou uma loja onde a pessoa vai comprar um Aston Martin? O carro é aquele, a pessoa provavelmente já conhece, o que vai diferenciar é o atendimento, o investimento na ambientação, no serviço de concierge… Atendimento hoje é essencial: conseguir surpreender o consumidor, trazer não o excesso mas a exceção, uma experiência de consumo completamente diferenciada, como exceção à regra.”

O excesso é cafona

“Um comportamento de empáfia de usar o luxo como forma de exposição, isso hoje é uma coisa cafona. A diferença entre  exceção e excesso, muitas vezes, é pequena – e a diferença entre luxo e cafona está na forma.”

Uma das viagens mais caras hoje é para a África do Sul: o culto ao excesso dá lugar ao valor da experiência de extrema exclusividade

O valor do exclusivo

“Uma das viagens mais caras que se tem não é para Paris, não é para os grandes hotéis, não é para Mônaco, mas para a África do Sul (leia mais nas páginas 8 e 9). Justamente porque não é aquele luxo do excesso que a gente está acostumado, mas é uma experiência de extrema exclusividade.”

De olho no público brasileiro

“Não existe um padrão de consumidor de luxo – o Brasil é um país novo na vivencia do luxo. Você tem o luxo de tradição, das famílias quatrocentonas, quinhentonas, em que o padrão de entretenimento, viagem e consumo já é naturalmente alto. E muito se fala que o novo rico brasileiro só ostenta. Mas comecei a perceber que tem pessoas que conquistaram poder aquisitivo alto e que não estão nessa de ostentar, entendendo que luxo hoje é, por exemplo, poder mandar seu filho estudar em uma grande universidade no Exterior…”.

Fonte: Revista Donna

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