Comprar ou alugar um imóvel? Veja dicas para fazer a melhor escolha

comprar ou alugar

Em tempos de crise e desemprego em alta, a dúvida sobre a hora certa de deixar de pagar aluguel e financiar a compra de um imóvel se torna ainda maior.

Além dos cálculos envolvidos, que incluem o preço do imóvel e da locação e o rendimento mensal que se obtém com o dinheiro poupado até então, é preciso levar em conta também fatores mais subjetivos, como a segurança no emprego e a certeza de que vai permanecer na mesma cidade.

“A compra de um imóvel faz parte da construção de um patrimônio”, lembra Pedro Seixas Corrêa, professor da FGV. “Mas para quem não tem estabilidade no emprego não sou muito favorável a alguém entrar em um financiamento de longo prazo agora”, completa.

A pedido da Folha, a consultoria Geoimovel levantou o preço médio do metro quadrado de imóveis novos à venda em dez bairros da cidade de São Paulo. O quadro abaixo mostra também o valor do aluguel nesses locais, segundo a pesquisa do Secovi­SP.

O consultor Marcelo Prata, do Canal do Crédito, exemplifica o raciocínio que deve ser seguido por quem está na dúvida se é hora de ter a casa própria. O aluguel de um imóvel de 48 m² e dois dormitórios na Vila Mariana sai por cerca de R$ 1.200, sem incluir na conta o condomínio.

Se o futuro mutuário tiver R$ 120 mil para dar de entrada em um imóvel novo de R$ 600 mil, ou seja, 20% do total, a primeira parcela do financiamento de 30 anos será de R$ 6.224, logo muito acima da locação para se manter em um imóvel de padrão parecido.

“Com o aluguel nesse patamar, quem quer financiar um apartamento pode se manter no aluguel e a diferença para o financiamento (no caso, mais de R$ 5.000) ser poupada. Com essa poupança, em três ou quatro anos, ele pode dar uma entrada maior, diminuir a diferença entre aluguel e financiamento e aí sim obter uma vantagem”, explica.

Para ele, há um mito de que o aluguel e a prestação do financiamento são do mesmo valor, mas essa conta pode não fechar dependendo do padrão do imóvel escolhido. “Para não inflacionar muito o custo de vida, o financiamento pode ser, no máximo, de três vezes o valor do aluguel”, diz.

Investimento

Há incertezas também para os investidores, que adquirem o bem para ter o retorno com a renda da locação. Neste caso, economistas recomendam que o valor do aluguel obtido corresponda a cerca de 0,6% do valor venal do imóvel para valer a pena ter o dinheiro imobilizado.

O cruzamento de dados nos locais pesquisados, destaca o consultor Marcelo d’Agosto, mostrou que a proporção ficou abaixo disso. “Além do rendimento [do aluguel] ser bem menor do que investimentos sem grandes riscos, há a possibilidade de o apartamento ficar vazio, da inadimplência do locatário ou ainda custos com possíveis reformas”, afirma.

A poupança, por exemplo, a aplicação em renda fixa mais conservadora,
rendeu 0,7% em dezembro.

Valores mínimo e máximo do m² para compra e locação em Outubro/ 2015 (Em R$)

quadro 1

quadro 2

*A amostra considerou apartamentos lançados nos últimos três anos (out/12 a out/15) com unidades em estoque.

**A região do centro engloba os bairros Barra Funda, Bom Retiro, Cambuci, Centro, Liberdade, Pari e Santa Cecília.

Fonte: Folha de São Paulo

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