Imóvel: vale comprar ou continuar no aluguel?

aluguel

Preços de imóveis e dos aluguéis estão caindo pela primeira vez em anos. Descubra qual é melhor opção para você

Em julho, o Índice FipeZap registrou que, no último ano, o preço dos aluguéis em nove capitais caiu 0,8%. O preço dos imóveis anunciados para venda subiu abaixo da inflação pelo sétimo mês seguido, tendo uma queda real de 4,94% em relação aos últimos 12 meses. Lendo notícias assim, quem pensa em mudar de casa se anima. Será que é hora de investir em algo próprio? Será que é melhor alugar?

Antes de decidir comprar ou alugar, é preciso se atentar a alguns detalhes para tomar uma decisão bem informada. Em primeiro lugar, é preciso fazer uma avaliação sobre sua vida. Quanto tempo pretende ficar no imóvel, qual o tamanho necessário agora e para o futuro, caso a família aumente. Quanto tem em economias e quanto da sua renda pode ser comprometida com a aquisição.

Ao cogitar comprar um imóvel é bom pensar que é um investimento de longo prazo. “Não faça a compra porque está em crise ou não está em crise, faça a compra porque faz sentido na sua vida e para o que você espera para o futuro”, afirma o professor de finanças da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Jurandir Simões.

Somente após considerar suas condições financeiras e familiares, é hora de olhar para o mercado. Como está a inflação? Como estão as taxas de juros dos financiamentos? “Comprar imóvel é diferente de seguir uma receita de bolo, que tem medidas fixas que continuam valendo daqui a 20 anos. Decisões financeiras assim mudam quase que diariamente”, diz o sócio consultor da Prestec Consultoria de Gestão Fausto Morey. O consultor desenvolveu uma tabela (clique aqui para acessar) em que é possível comparar as condições do imóvel almejado e avaliar se é uma boa opção comprá-lo ou seria melhor alugar um similar.

Preço alto
Para quem ainda nem começou a procurar, há alguns itens que já dão uma ideia geral. A primeira é o preço. Mesmo com as baixas, o valor dos imóveis continua alto, já que passou anos em alta. Segundo o economista Luiz Calado, autor do livro Imóveis – Seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio, os novos valores ainda não tornam a compra atrativa. “Há espaço para mais quedas, sobretudo se confirmado o esfriamento da economia. Vendo o mercado de incorporadoras, há o caso de piorar.” Por esta razão, o melhor talvez seja esperar.

Em compensação, considerando o longo prazo, a diferença de preço pode acabar sendo diluída. “Imóvel só deve ser comprado para casos de estabilidade de 10 a 20 anos. Se você encontrar um imóvel que atende a estas condições, pode ser uma boa opção comprar. Ainda mais se estiver em alguma promoção”, afirma o coordenador do laboratório de finanças do Insper, Michael Viriato. Por serem mais difíceis de serem revendidos, imóveis grandes têm apresentado uma queda maior de preço.

Juros altos: financiamento x investimento
Se optar por comprar, pode ser que encontre dificuldades na hora de financiá-lo. Em maio, a Caixa Econômica Federal reduziu o valor dos imóveis financiados e também aumentou o valor da entrada. Por isso, é importante simular antes de fechar o negócio. “Tente programar os pagamentos em caso do financiamento. Muita gente começa a atrasar as parcelas já no terceiro mês. Isso me parece bem errado!”, diz Calado.

Para conter a inflação, o governo aumentou os juros. Com isso, financiamentos se tornam mais pesarosos, enquanto aplicações de dinheiro se tornam mais rentáveis. Com a alta dos juros, o valor de um imóvel novo pode acabar custando o mesmo do que um já pronto. Por isso, a dica é pesquisar preços e descontos em imóveis já prontos.

Mesmo se o financiamento não for uma preocupação, já que você tem o valor guardado para a compra, vale comparar suas possibilidades na ponta do lápis também. “Ao comparar imóvel comprado com o aluguel, deixando o dinheiro aplicado, os juros vão ganhar. A compra deve ser mais do aspecto de realizar um sonho da casa própria do que uma decisão financeira”, afirma Viriato.

Outra vantagem do aluguel é que permite maior liberdade para mudar de planos e perspectivas. Seja para se mudar para ocupar uma nova vaga de emprego, seja para aumentar a família. Além do que, em caso de qualquer problema estrutural, a responsabilidade (e a conta da reforma, consequentemente) não é sua, mas do proprietário.

Seja qual for sua escolha, uma coisa é certa: antes de alugar ou comprar é preciso conhecer muito bem o imóvel e escolher com cuidado. Passar no imóvel na segunda, terça, quarta, quinta, depois de novo no final de semana. Ver como é o ambiente em todos os horários, avaliar se não tem barulho, como é a região, como é a vizinhança, se já existe planos de obras públicas na região. “Imóvel pode ser excelente, mas pode também ser um terror absoluto. Precisa de muita informação”, afirma Simões.

Tabela interativa: compro ou alugo um imóvel?

Preencha a tabela neste link com as condições de compra e de aluguel do imóvel almejado e avalie qual é a melhor opção.

Fonte: Epoca

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