APÊ DE 180 M² TEM DECORAÇÃO SÓBRIA E PÉ NO CHÃO

Reformado e decorado pelo arquiteto Nelson Kabarite, o apartamento de 180 m² onde vive o empresário André Almada, na região central de São Paulo, é o fiel espelho do morador: uma pessoa divertida e cheias de boas histórias

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Depois de passar as férias em São Paulo, voltar para casa em Birigui, a 510 km, era uma tristeza para André Almada. Desde muito pequeno, ele sempre desejou viver na capital. Não só viver, mas se tornar bem-sucedido. Entre muitas tentativas e erros em relação à carreira, descobriu seu talento: fazer uma festa bombar. Hoje, é sócio-fundador da The Week, clube que reúne cerca de 2 mil pessoas a cada sábado, na Zona Oeste da cidade, sem contar os eventos particulares e as filiais no Rio de Janeiro e em Florianópolis. Até chegar a esse apartamento, no bairro da Bela Vista, o empresário passou por perrengues que renderiam um livro.

A longa história de determinação e garra, de humildade e trabalho, está impressa em cada um desses 180 m². Se o apartamento foi amor à primeira vista? Nem um pouco. “Quando visitamos, André achou escuro. Por isso, a reforma teve como ponto de partida a busca pela claridade”, diz o arquiteto Nelson Kabarite, que também é amigo do morador há 20 anos e atuou como braço direito na decoração. No centro da planta, um hall de distribuição foi abaixo. Brotou ali um lavabo, ganhou espaço a sala de jantar. A cozinha, que não tinha janela, avançou no território antes pertencente à área de serviço. Tornou-se um canal por onde passa a luz natural, que explode sobre o assoalho pintado de branco. Durante a obra, a parede entre a sala de estar e um dos quartos, candidata às ruínas, não pôde ser derrubada – ah, as surpresas dos imóveis antigos! “Acabamos fazendo uma sala de tevê fechada com portas venezianas. Ficou aconchegante e com privacidade”, afirma Kabarite.

Chegamos ao ponto: aconchego e privacidade. Para André, ambos são fundamentais. “O último lugar do mundo onde quero balada é a minha casa”, afirma. Por trabalhar com música alta, barulho e agito, construiu um ninho calmo, seguro e silencioso. Um lugar sensato e brincalhão, exatamente como ele. Beges, cinzas e brancos pontuam cortinas, paredes, tapetes. Móveis de jacarandá dos anos 1950 lembram a casa de Birigui. Essa base sóbria é sacudida por peças de design, por obras de novos artistas e objetos bem-humorados. “Compro arte porque eu gosto, não porque vai valorizar. Tudo o que tenho está nas paredes”, diz. Próxima do majestoso lustre de bronze e cristal, a tela com urubus e fundo floral, assinada pela artista Ana Elisa Egreja, é exemplo de aposta e graça.

No mesmo ambiente, o aparador chinês de madeira exibe o cartaz original do filme Garganta profunda, um verdadeiro achado do empresário. O clima de recolhimento segue na área íntima, onde ficam o escritório – que raramente vira o quarto de hóspedes – e a suíte principal. Masculino, com paredes forradas de tecido listrado azul e branco, o quarto de André é, como toda a casa, um santuário. Temas orientais – o morador tem olhos puxados, herdados da mãe, nissei – e de natureza despontam lá e cá, incluindo periquitos de louça pousados sobre os armários. A ausência de varanda e terraço para o cultivo do verde é um porém. “Sinto falta de molhar as plantas, de pisar na grama. Isso ainda é algo a ser conquistado”, explica. Mas o que é um terraço para quem desbravou São Paulo do zero e sem medo? Tá fácil, André!

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Fonte: Casa e Jardim

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