Ultrarricos amam imóveis, principalmente dos EUA

Os multimilionários têm estado muito ocupados comprando apartamentos de luxo mundo afora. No ano passado, nenhum outro lugar foi tão procurado por esses compradores quanto os Estados Unidos.

Novos dados de um estudo com “indivíduos de renda altíssima”, os chamados ultrarricos — cujas fortunas são superiores até às do 0,1% mais rico — mostram que esse grupo crescente está cada vez mais investindo parte de sua riqueza em mansões de vários milhões de dólares no mundo todo.

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Quando um local atrai a preferência desses compradores abastados, definidos como pessoas que possuem pelo menos US$ 30 milhões em ativos, os preços dos imóveis residenciais de luxo em geral tendem a saltar.

Em 2014, Nova York e Aspen, no Colorado, viram seus preços subirem 18,8% e 16%, respectivamente, o que coloca as duas cidades na primeira e segunda posições de uma lista de 100 lugares ao redor do mundo que compõem o índice internacional de imóveis residenciais de luxo da consultoria imobiliária Knight Frank. Das cidades latino-americanas, apenas São Paulo e Buenos Aires aparecem na lista, respectivamente na 27a e 99a colocações.

A renovação da confiança na economia dos EUA tem ajudado a atrair investidores ricos em busca de “portos seguros-chave, onde eles consideram o risco dos mercados baixo o suficiente para investir seu dinheiro em ativos” imobiliários, diz Kate Everett-Allen, diretora de pesquisa internacional da Knight Frank.

San Francisco e Los Angeles também estão entre as dez localidades preferidas dos compradores ultrarricos de imóveis. No geral, as propriedades de luxo nas cidades americanas analisadas registraram, na média, uma alta de preços de quase 13%.

Outras regiões foram preteridas pelos compradores, especialmente destinos que costumavam ser populares como segunda residência na Europa, como Cannes e Toscana. Em comparação com os EUA, “a disparidade entre as cidades da Europa é gritante”, diz Everett-Allen.

Os preços de imóveis de luxo na Europa caíram 0,4% em 2014. O forte desempenho do mercado imobiliário em cidades como Dublin, Berlim e Amsterdã não foi suficiente para compensar o recuo de preços em outros 31 mercados europeus outrora cobiçados.

Globalmente, os preços dos imóveis de luxo subiram pouco mais de 2% em 2014, um aumento menor que os 2,8% registrados em 2013, mas a tendência geral permanece na mesma rota: Os ricos estão ficando mais ricos e gostam de esbanjar dinheiro em residências de luxo.

Essa “narrativa relativamente simples, inabalada até mesmo pela crise financeira global, tem dominado a nossa análise” desde que o relatório foi publicado pela primeira vez, em 2007, diz Liam Bailey, diretor global de pesquisa da Knight Frank.

O número de indivíduos ultrarricos subiu 6% em 2014, para 211.275, de acordo com um relatório divulgado recentemente pela Wealth-X, firma que acompanha as grandes fortunas mundiais, e pela International Realty, divisão de imóveis da Sotheby’s. BID -1.82%

Cumulativamente, esses indivíduos têm um patrimônio de US$ 29,7 trilhões, dos quais US$ 2,9 trilhões estão no setor imobiliário residencial. Cada indivíduo do grupo de ultrarricos possui uma média de 2,7 propriedades, informa o relatório da Wealth-X.

Todo esse dinheiro tem sido, e deve continuar sendo, uma boa notícia para as agências imobiliárias especializadas no mercado de luxo: o relatório da Knight Frank informa que mais de 25% dos ultrarricos está considerando comprar pelo menos outro imóvel em 2015.

Por outro lado, as autoridades tributárias estão prestando atenção. “Há uma vigilância crescente dos governos sobre a riqueza e níveis de protecionismo”, informa o relatório.

As políticas adotadas com a meta de esfriar o mercado imobiliário de Dubai, como critérios para empréstimos hipotecários mais estritos, fizeram os preços de imóveis de luxo recuar 0,3% em 2014, ante uma alta de 17% em 2013. Hong Kong e Cingapura também viram os preços cair no ano passado.

Em Nova York, Paris e Reino Unido, novas regras estão sendo debatidas para tributar imóveis de luxo e segundas residências. Por enquanto, “é improvável que aqueles com a sorte de ter imóveis nos EUA tenham algo do que se queixar, já que a demanda doméstica e internacional está dando impulso aos preços”, informa o relatório.

Fonte: The Wall Steet Journal

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