Cores, CHEGUEI!

Uma explosão de tons fortes: um para cada ambiente em contraste com o colorido de preciosas peças de antiguidade, arte, artesanato e design.                                                                                                                       O arquiteto Leo Romano radicalizou ao renovar sua casa em Goiânia.

casa

Exuberante, como os pavões que ele cria soltos no jardim do terreno de 3.200 m², no condomínio Aldeia do Vale, em Goiânia. Esta é a melhor palavra para descrever o arquiteto Leo Romano, 40 anos, e a casa de 375 m² que ele construiu somente para si com dois grandes pavimentos envidraçados para a mata nos fundos e totalmente fechados para a rua. “De um lado, tenho privacidade e, do outro, aproveito ao máximo a paisagem com os cômodos abertos para a natureza”, diz o morador, que também é artista plástico.

Logo na entrada, impressiona a enorme sala com pé-direito duplo. Leo criou todos os ambientes pensando em como colocar suas incontáveis coleções: de obras de arte a artesanato. Apesar dos espaços amplos, ali quase não cabe a imensa quantidade de antiguidades e peças de design que ele adquire sem dificuldade nem limite. “Não tenho preguiça de carregar uma cadeira nas viagens”, afirma ele, referindo-se à coleção mais importante: a de cadeiras e poltronas.

Muitas das peças são raridades que chegam até ele através de fornecedores, clientes e amigos. “Tenho a Willow, do Mackintosh, porque uma pessoa ligou para oferecê-la”, conta Leo. Ao lado dela, o morador exibe a sua preferida: a Chifruda, de Sergio Rodrigues. Em frente estão a Red and Blue, de Gerrit Rietveld, e a Donna, de Gaetano Pesce.

casa1O mobiliário passeia pelos cômodos. Uma poltrona que um dia está no quarto, no outro vai para a sala. “Faz parte da inquietude do arquiteto experimentar as possibilidades em sua casa”, diz Leo. De tão inquieto, ele muda todo ano as cores da fachada. “Já foi roxa e preta, totalmente preta, somente branca e com detalhes de vermelho e amarelo”, conta. Mas nunca havia mexido nos interiores. “Achava importante as paredes brancas para destacar as peças.”

Desta vez, resolveu colori-las. Para cada ambiente, ele escolheu um tom intenso diferente: Vermelho Amor para a cozinha, Azul Petróleo para as salas e Amarelo Crisântemo para os dois quartos. “O verde da mata, que é visto pelas paredes de vidro, completa as cores primárias”, brinca Leo. “Ficou tudo amarrado e mais acolhedor.”

A decoração é recheada de humor. Na sala maior, uma surpresa divertida: a mesa de centro é um cubo de vidro que cobre o recorte na laje do piso no primeiro pavimento. De cima dá para ver embaixo a sala de jantar, e vice-versa. Sobre a mesa atrás do sofá, Leo expõe cadeiras como objetos decorativos. “Estão ali para serem vistas e não para sentar nelas”, diz. Do outro lado, mais uma graça: ele colocou em redomas de vidro os bibelôs comprados em Paris.

casa3Pintor nas horas vagas, Leo coleciona obras de artistas regionais, como seu conterrâneo Antônio Poteiro. Além disso, ele garimpa peças de artesanato em viagens. No meio de tudo, chamam a atenção duas ampliações gigantes de fotos de seus pais quando crianças. A da mãe fica acima da geladeira antiga laranja, que faz parte da coleção de peças com linhas aerodinâmicas, como o carro Galaxy 68 azul. “Está comigo há oito anos, mas só ando no condomínio.”

Entre as antiguidades, o morador tem rádios, TVs e relógios dos anos 1970 com desenho art déco. A maioria desses objetos é herança de família, como o conjunto de taças de cristal cor-de-rosa. O presente de casamento dos pais fica exposto sobre o aparador da sala. “Tenho quatro irmãos, mas tudo vem para mim porque sabem que eu curto mais.”

A casa é minimalista por fora. Parece uma caixa com a fachada de linhas retas. “Mas dentro tem toda a minha personalidade”, diz Leo, que se mudou para o condomínio há seis anos. “É quase uma área de preservação ambiental, com emas e capivaras. Vim para cá porque tem esta levada ecológica. Eu preciso deste convívio com a natureza.”

O escritório dele fica a 18 quilômetros dali, no centro da cidade. “Saio todos os dias cedo e volto tarde da noite. Quando tenho tempo, amo ficar aqui arrumando tudo e cuidando das plantas e dos animais”, conta. Além de pavões, Leo tem três cães: dois buldogues e a dálmata Alice, de 6 meses. “Ela é a única com passe livre para circular pela casa.”

Fonte: Casa e Jardim

 

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