Em fuga de SP, empresários buscam “mansões” no interior

Em fuga de SP, empresários buscam “mansões” no interior

A busca por melhor qualidade de vida e mais segurança faz com que cada vez mais empresários queiram sair de grandes centros e morar em cidades do interior. De acordo com Fernando Sita, diretor de uma imobiliária especializada no mercado de luxo, o executivo paulistano vem tentando deixar de lado os problemas que enfrenta e procura levar a família para viver no interior do Estado. Em 2013, a Coelho da Fonseca registrou aumento de 30% nas vendas de mansões no interior do Estado e a imobiliária acredita que o mercado vai aumentar.

“O primeiro item (que incomoda o paulistano) é o trânsito. Ele é a principal causa da mudança do paulistano para cidades do interior com Itu, Jundiaí, Monte Mor, Salto, Atibaia, enfim, cidades em torno de São Paulo. A segunda causa é o fator segurança, e o terceiro é o alto custo”, explica. “Acredito que a ida para o interior, dentro de 5 ou 6 anos, vai se tornar um movimento muito comum. Hoje ele é um embrião, está apenas começando.”

Conforme dados do sindicato da habitação de São Paulo (Secovi-SP), o interior do Estado representa atualmente 21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, impulsionado por indústrias automobilísticas, agricultura, logística, entre outras. O crescimento populacional no entorno de grandes cidades também levanta a questão da mobilidade urbana, já que muitos moradores seguem trabalhando na capital. O sindicato estima que cerca de um milhão de viagens diárias são feitas nas rodovias que ligam São Paulo a cidades próximas.

Para ampliar essa integração, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou em 2013 que vai resgatar as ligações ferroviárias da capital com o interior, por meio de licitações. O projeto prevê uma linha de 87 km de Sorocaba a São Paulo, passando por Mairinque, São Roque, Carapicuíba, Barueri e Osasco. Já Jundiaí deve ganhar uma ligação expressa, com tempo de viagem de 25 minutos. Ainda não há previsão para o começo das obras.

Segundo Sita, esta integração será um fator determinante para o mercado imobiliário dos municípios próximos à metrópole paulista. “Esse movimento já era esperado e já é visto em grandes cidades como Nova York, onde as pessoas mudaram para New Jersey. Já em Londres, as pessoas não moram mais na região nobre, e partem para um apartamento menor no centro da cidade”, explica.

Maior e mais barato
As famílias de classe alta que mudam para o interior normalmente procuram um condomínio para ter mais segurança e dar mais qualidade de vida para os filhos. “Esse executivo procura uma casa que propicie um conforto e uma liberdade maior que um apartamento, com mais espaço. Se possível, dentro de um condomínio que permita que as crianças brinquem na rua, andem de bicicleta, joguem bola”, disse.

“Os pais querem que os filhos saiam de dentro de casa. Procuram um lugar onde consigam receber uns amigos e fazer um churrasco, um lazer, sendo que apartamentos em São Paulo não dão essa possibilidade”, completa.

Para ter esses benefícios, o executivo que procura um imóvel no interior acaba gastando, em média, metade do valor que pagaria por uma residência do mesmo porte em São Paulo. Por exemplo, em alguns condomínios uma casa de 700 metros quadrados em um terreno de 3 mil metros pode custar até R$ 5 milhões. “Esse cliente, que ocupa um apartamento em São Paulo de 200 metros quadrados, compra uma casa no interior de 400 metros quadrados pelo mesmo preço”, afirma Sita.

Apartamento menor
O diretor da Coelho da Fonseca ressalta que o empresário tem de continuar trabalhando e, como normalmente a empresa não muda para o interior, ele tem de arrumar alternativas para trabalhar em São Paulo. Uma das opções utilizadas pelos executivos é adquirir um outro imóvel pequeno na capital.

“O pai de família depende do trabalho e ele não pode ficar indo e vindo porque é cansativo. Portanto, enquanto a família está no interior, ele mantém um apartamento pequeno em São Paulo para ficar durante a semana. Observamos um grande aumento na procura de apartamentos menores para compra e locação”, diz.

Fonte: Imobi News

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